quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vampiro de Verão

Quando começa a chegar o verão, começo a fugir dos dias, a fugir das tardes quentes. Viro um ser notívago, começo a viver cada vez mais nas noites e menos nos dias. Viro um vampiro, um ser da noite. E durante o período do dia, durmo, me recolho.

Sei, é fácil viver no ar-condicionado, maneira prática de fugir dos dias quentes e abafados de Porto Alegre. Mas ar-condicionado custa caro, gasta muita luz, aumenta a conta e classe média baixa - a real, não a de mentirinha, a de propaganda, a de mil e poucos reais do governo, mas aquela que na hora aga é sempre a explorada, a que paga o pato, a que paga o imposto - não pode pagar muito na conta de luz.

Resta o caminho da fuga (embora o melhor fosse fugir definitivamente desse país do futuro), e é nele que eu embarco, fico com as noites, como agora, exatamente às 00:57, quando começo meu dia, quer dizer a minha noite em mais um dia quente. Bom dia! Ops! Boa noite!